7º ENESEB
8, 9 e 10 de julho de 2021
Encontro Nacional de Ensino de Sociologia na Educação Básica
Os desafios do ensino de Sociologia na educação básica: desigualdades, resistências e transformações
UFPA - BELÉM - PA - BRASIL
online
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Período de Submissão

Os trabalhos serão submetidos por sua área de participantes até a data: 08/04/2021

Módulo de submissão

Os trabalhos poderão ser enviados nas modalidades: Comunicação Oral e Pôster

Conheça nossos grupos de trabalho

Os grupos temáticos foram pensados para fornecer ao participante as linhas de pesquisas mais importantes e inovadoras da área

Área Temática / Grupo de Trabalho

A proposta desse grupo de trabalho é estimular as reflexões quanto ao uso didático, teórico e metodológico das tecnologias da informação e comunicação (TICS) para o ensino das ciências sociais em sala de aula, tendo em vista serem recursos importantes para o desenvolvimento de atividades didáticas. Tal tema, extremamente relevante visto a proximidade das juventudes com as TICS, bem como o avanço da sociedade de informação, torna-se ainda mais necessário face à pandemia do novo coronavírus. No ano de 2020 assistimos a uma experiência inédita de adaptação das atividades educativas. Tal experiência demonstrou a necessidade de aprofundamento no debate acerca do uso das TICS como ferramentas de ensino-aprendizagem, tendo em vista os inúmeros desafios e limites encontrados e enfrentados pelos professores ao longo dessa maratona de aulas à distância. Cabe ressaltar que não se trata de pensar a substituição das aulas presenciais pelas remotas, mas refletir acerca de quais lições tal período pode nos deixar para que, ao voltar para a sala de aula, possamos fazer um bom uso e manter uma boa relação com as TICS. Nesse sentido, a proposta desse GT é refletir sobre limites e possibilidades do uso didático e metodológico das TICS para o ensino das ciências sociais, considerando as pesquisas e as práticas de ensino sobre o tema, tanto no período anterior à pandemia, quanto no atual cenário em que tais ferramentas se fazem mais presentes do que nunca.

Coordenadoras/es: Fernanda Feijó (UFAL); Henrique Fernandes Alves Neto (UEL), Lígia Wilhelms Eras (IFSC)
A formação do conhecimento do campo da sociologia é alicerçada a partir das contribuições fundantes dos autores considerados clássicos. Tal base é composta por intelectuais europeus. A apresentação a eles acontece, geralmente, logo nos primeiros semestres dos cursos de ciências sociais ou sociologia. A tradição europeia, por conseguinte, domina os currículos de tal forma que o espaço para a visibilidade e disseminação de estudos que criticam esse posicionamento e buscam por mais vozes, fora do eixo da imaginada elite científica, acabam escanteados ou com muita dificuldade para adquirir legitimidade. Observa-se a tradição de partir dos conceitos, categorização de fora, de autores europeus e também americanos para explicar outras sociedades como objetos de estudo. Intelectuais brasileiros ou nativos que refletem e/ou refletiram sobre a cultura não como objetos, mas como protagonistas, acabam menos ou não utilizados na formação dos cientistas sociais e das ciências humanas como um todo. Nesse campo de disputas agonísticas, podemos tratar de temas como o eurocentrismo, cientificismo, colonialidade do saber, epistemicídio, resistência, racismo, machismo e cisheteronormatividade na construção do/no currículo de ensino, seja ele institucional ou não institucional. Aprofundar as análises, desmantelando as redes de desigualdades sociais, configura-se como um dos fundamentos do pensamento sociológico, sendo assim, os cenários que são construídos durante os processos pedagógicos precisam de cada vez maior visibilidade e incentivo de mais e novos discursos além dos já reconhecidos. Esta proposta de grupo de trabalho (GT) busca fomentar a produção de projetos que buscam novas fontes, novos diálogos, evidenciar escritas e construção de saberes protagonizados por intelectuais negras/os, indígenas e brasileiras/os, latinoamericanas/os pouco presentes em debates teóricos e epistemológicos. A partir desse cenário, evidenciamos os debates, teorização e repercussão no meio acadêmico que refletem sobre eurocentrismo, epistemicídio e a colonialidade do saber. Sendo assim, este gt busca projetos que articulem, direta ou indiretamente, as construções epistemológicas entre as culturas americanas e africanas, de mulheres negras e indígenas, traços culturais de fala, implicados na constituição social, da corporeidade, demonstrando as práticas de resistência e a inserção desses discursos e das pessoas enquanto sujeitos, protagonistas. Desse modo, se recusando à construção clássica que coloca esses corpos como objetos e subalterniza suas existências nas elaborações pedagógicas no ensino de sociologia. Cada vez mais, intelectuais que nos apresentam análises sociais contundentes e inéditas ganham espaço nos cronogramas universitários através da reivindicação crescente de estudantes não brancos. Em vista de projetar ainda mais seu alcance, impulsionado, principalmente, pelo aumento da entrada da população não branca no ensino superior e a leitura de profissionais com proximidade com o movimento negro, nomeamos este gt com o termo afro-americanidade. Por meio dele, reafirmamos que a américa não é um país, mas sim um continente. A partir dessa questão, ressaltamos que ao falar de afro-americanidade estamos falando das experiências da américa como um todo, sobre as conexões entre a do sul, central e norte. Tais vivências não circundam apenas as delimitações geográficas, mas as histórias de resistências, elementos culturais compartilhados, os sequestros das pessoas de áfrica e dos povos que já habitavam esse território muito antes da invasão europeia. As experiências diaspóricas também nos tornam sujeitos afro-americanos. Ao mapear essas questões latentes, nos encaminhamos para direcionar o olhar para as referências da produção de pessoas afro-americanas, sobretudo, mulheres negras, cujo silenciamento na área de sociologia é contínuo ainda hoje. A falta de reconhecimento também se encontra nas produções de povos indígenas. As encruzilhadas que os marcadores sociais da diferença fabricam nas sociedades afastam muitas oportunidades de pessoas da comunidade LBTQI+ e pessoas com deficiência de alcançar uma formação e campo de atuação férteis. Dessa forma, a diversidade com que o entendimento e produção da valorização de influências dos nossos territórios e artefatos culturais é transformada no campo da sociologia também será reconhecida. Advertindo a quem pesquisa a produção de conhecimento no Brasil, o processo de retirada de um povo de sua terra natal, do seu continente, expressa na diáspora e em uma série de implicações sociais, nos deixam com uma complexa gama de experiências oriundas dessas configurações. Entendemos essas ações históricas por meio de redes de muita violência que constituem o Brasil, isso não se restringiu a seres humanos de outro continente, mas, também, dos povos originários que habitavam o território americano muito antes da apropriação europeia. Processo que culmina no silenciamento e tentativa de apagamento de outros discursos para além dos coloniais, ou seja, o epistemicídio. As produções de saberes europeus foram vistas como estruturantes, o que se desdobrou no apagamento dos demais grupos a partir do ideário de raças no brasil, carregado pelo mito da democracia racial e ideais eugenistas. A produção do saber intelectual sempre foi ampla e com diversas linguagens que não se restringe a legitimação clássica ocidental que ainda é branca, cisheteronormativa e com forte influência da linguagem e escrita europeia. Compreendemos, assim, que tais referências podem, igualmente, ser encontradas na música, no cinema, na literatura, na performance etc. A proposta, aqui, não é deslegitimar a diversidade de discursos, mas legitimar outras formas de construção de conhecimento que pouco foi/é valorizada por consequência do processo de colonização. A metodologia por meio da leitura interseccional, por exemplo, também integra as estratégias afro-americanas de compor práticas pedagógicas, pois ocupa-se de articular novas bases e discursos contra-hegemônicos. Simultaneamente, a interseccionalidade reconhece o atravessamento de marcadores sociais da diferença como raça, gênero e sexualidade nas experiências pessoais e coletivas. Com essas perspectivas, acolheremos trabalhos realizados em sala de aula, em projetos de extensão, monitoria, iniciação científica ou grupos de pesquisa com articulações conceituais que incorporem um posicionamento crítico, decolonial/descolonial, pós-colonial, feminista ou pan-africanista entre outros. Pretendemos acolher trabalhos, ensaios, práticas docentes e elaborações didáticas que valorizam as influências de intelectuais e práticas que não integram, necessariamente, as maneiras hegemônicas e eurocêntricas na composição das aulas e discursos cotidianos, ilustrando assim, o objetivo principal deste GT.

Coordenadoras/es: Camila Santos Pereira (UERJ), Aline Correia Martins (UERJ)
O GT culturas juvenis na escola já foi ofertado em quatro edições do ENESEB e consiste em um importante fórum de discussão sobre os elementos mais distintos do público-alvo maior da escola: O jovem. Desde sua primeira edição, o referido GT virou um espaço de referência na temática de ensino de sociologia, porque lida com os fenômenos sociais propriamente relacionados aos jovens em vários contextos: no processo de aprendizagem, na vivência escolar cotidiana, nas relações de sociabilidade, no consumo de bens culturais, na expressão de seus estilos de vida, na afirmação identitária, de gênero ou sexualidade, na ação política, dentre muitos outros. Também é lugar de reflexão de professores da educação básica sobre o uso de metodologias de ensino ou espaço para bolsistas do PIBID relatarem suas experiências. Talvez por isso, é comum que o gt seja sempre um dos que mais recebe trabalhos no ENESEB e na edição de 2019 foram apresentados 22 trabalhos de vários estados e instituições, incluindo aí, estudantes do PROFSOCIO e jovens alunos do ensino médio; além de professores, profissionais etc. Submetemos, portanto, novamente a proposta na esperança de continuar as discussões e consolidar a reflexão sociológica sobre os sujeitos que movimentam a escola e como tais fenômenos se articulam em relação ao ensino de sociologia na educação básica.

Coordenadoras/es: Irapuan Peixoto Lima Filho (UFC), Isaurora Martins (UVA), Rogerio Mendes de Lima (Colégio Pedro II)
A proposta deste grupo de trabalho é reunir discussões sobre as políticas educacionais e as diretrizes curriculares no Brasil no contexto de implementação da reforma do ensino médio (medida provisória nº 746/2016 e lei nº 13.415/2017) e da base nacional comum curricular (BNCC). Essa reforma alterou as diretrizes e bases da educação e influenciou na configuração da BNCC, que promoveu uma reorganização curricular afetando de diferentes formas as rotinas escolares e as práticas de ensino de sociologia. Tendo em vista as concepções sociológicas de currículo e o contexto sócio-histórico, político, econômico e legal de construção de uma base nacional curricular no Brasil, buscamos debater as seguintes questões: qual o lugar dado à sociologia na BNCC e na reforma do ensino médio? Quais são as principais alterações na organização curricular nos estados? Quais são as responsabilidades práticas e os desafios curriculares do ensino de sociologia diante da lei 13.415/2017 e da BNCC de 2018? Portanto, serão bem vindos trabalhos que promovam reflexões sobre a elaboração, seleção e disputas em torno das diretrizes curriculares estaduais; o lugar dado aos conteúdos de sociologia na base comum e na parte diversificada do chamado “novo ensino médio” e as implicações da BNCC nos processos de avaliação, na elaboração de materiais didáticos, nos projetos políticos pedagógicos, nas parcerias público-privadas e na formação de professores para o ensino de sociologia.

Coordenadoras/es: Francisco Willams Ribeiro Lopes (UFC), Angélica Lyra de Araujo (UEL), Luiz Ernesto Guimarães (UEMG)
Este grupo de trabalho propõe o debate sobre as experiências de iniciação à docência em cursos de licenciatura em ciências sociais, sociologia ou áreas afins. Dessa forma, nosso objetivo será receber contribuições que abordem as diferentes questões e contextos vivenciados nas disciplinas de prática de ensino, assim como em programas como o PIBID e a residência pedagógica. Através da observação do desenvolvimento dessas práticas de formação docente, verificamos a necessidade de refletir também sobre suas relações com outras áreas de conhecimento, a fim de propor um gt que contribua com a discussão sobre as especificidades, possibilidades e limites de pensarmos as ciências humanas no contexto escolar. Visamos, assim, analisar as percepções e as dinâmicas relacionadas à nova legislação do ensino médio e à base nacional comum curricular (BNCC) implementada a partir de 2018, as quais trazem mudanças nos currículos e nos processos de avaliação escolares. A justificativa deste grupo de trabalho ocorre mediante as necessidades de trazer e compartilhar conhecimentos construídos na formação e na prática docente com ênfase nas relações entre ensino superior e médio, universidade e escola, dialogando com a interdisciplinaridade. Receberemos trabalhos que transcorrem a respeito da observação no campo, etnografias, relatos de experiências, estágios, entrevistas, práticas docentes e pedagógicas, didática, memórias, avaliações e eventos interculturais frente aos objetivos propostos pelo GT.

Coordenadoras/es: Andréa Lúcia da Silva De Paiva (UFF), Raquel Brum Fernandes da Silveira (UFF), Sérgio Martins Pereira (UFSB)
O diálogo entre saberes em sala de aula (entendemos a sala como qualquer lugar usado para fim educativo, seja sob uma árvore, uma praça ou qualquer outro espaço físico ou virtual usado para fins educacionais) é fundamental para atribuir sentidos às categorias sociológicas, tornando-as próximas do cotidiano de educandos e educandas de diferentes realidades sociais. A partir desta premissa, este grupo de trabalho visa tornar-se um espaço de compartilhamento de narrativas, vivências e experiências em que o legado das comunidades tradicionais e/ou populares converse com conhecimento sociológico ministrado nas aulas de sociologia da educação básica. Portanto, o espaço buscará congregar docentes e graduandos que valorizem em sua atuação no ensino de sociologia, os saberes tradicionais e/ou populares. Com abertura para recepcionar trabalhos que contemplem novas propostas metodológicas de ensino como possíveis caminhos para valorização desses saberes.

Coordenadoras/es: Diego Ramon Souza Pereira (UFSCar), Fernanda Santos Santiago (UNEB), Marzane Pinto de Souza (UFSCar)
A proposta deste GT é aproximar dois campos disciplinares: ensino de sociologia e os estudos amazônicos. Objetiva refletir as formas da presença e da ausência das temáticas dos estudos amazônicos na sociologia ensinada na educação básica. Investigar e caracterizar como está sendo abordada a pluralidade epistemológica da sociologia nos parâmetros curriculares nacionais bem como efetivamente em sala de aula. Como o ensino de sociologia aborda problemáticas gerais dos estudos amazônicos, como: a interculturalidade e os movimentos pela descolonização epistêmica; a estrutura social, território e cidadania de povos e comunidades tradicionais; movimentos sociais na cidade e no campo; associações, cooperativas, sindicatos e outras formas da ação coletiva; desenvolvimentos urbanos, segregação urbana e direito à cidade; estado, desenvolvimento e políticas públicas; cidadanias; megaprojetos econômicos; dinâmicas sociais em torno e no interior de áreas protegidas; fronteiras e mobilidades; gênero, raça e etnia; cultura e identidades; religião e religiosidades; comunicação; educação; pandemia, saúde e políticas públicas; Amazônia e política internacional; Amazônia, sistema-mundo e divisão internacional do trabalho; igualmente também serão contempladas propostas com reflexões normativas sobre mudanças no ensino de sociologia e nos conteúdos programáticos.

Coordenadoras/es: David Junior de Souza Silva (UNIFAP), João Paulino da Silva Neto (UFRR), Robinzon Piñeros Lizarazo (UNESP)
A educação básica envolve diferentes contextos de ensino considerando a diversidade cultural e inclui como um nível da educação escolar as modalidades: educação de jovens e adultos, educação especial, educação técnica-profissional, educação indígena, educação quilombola, educação para pessoas privadas de liberdade, educação para pessoas em situação de itinerância (artistas, ciganos, em deslocamento de domicílio para tratamento de saúde, refugiados etc),educação do campo e ensino a distância. É premente a preocupação em garantir voz e lugar aos grupos sociais diferenciados com assento na educação básica. No rastro dessas acepções o GT busca inventariar o fazer do ensino de sociologia nesses espaços. Ao arrolar esse acúmulo busca-se marcos de fortalecimentos de nova subjetividade política impressas nas experiências de professores da educação básica e pesquisas em diferentes contextos escolares que atue nesses cenários. O gt busca descortinar vivências do fazer sociológico diante de contextos que destaque o ensino de sociologia voltado para grupos diferenciados. As trajetórias dessas vivências nessas modalidades reúnem processos cumulativos em categorias como segregação, marginalidade e exclusão social que intersecionaram formas complexas de pensar a educação básica a partir de categorias como etnicidade, migração, memória, subjetividades, isolamento, identidade, diversidade etc. O intento desse gt é enaltecer essas trajetórias e inventariar essas experiências pelo Brasil.

Coordenadoras/es: Rogeria da Silva Martins (UFJF), Fabiane Medina (UNICAMP), Oberdan da Silva Medeiros (UFPA)
A proposta deste grupo de trabalho (GT) é proporcionar discussões acerca da importância da formação inicial e continuada de professores/as, particularmente aquelas que estão ocorrendo no mestrado profissional de sociologia em rede nacional (PROFSOCIO) e que têm apresentado uma produção teórico-metodológica que potencializa a indispensável articulação entre a teoria e a prática no processo de ensino e aprendizagem. Tendo como mote a formação de professores/as em espaços diversos, especialmente no PROFSOCIO, este GT pretende fomentar reflexões e debates a partir da seguinte pergunta-síntese: como os conhecimentos produzidos sobre o ensino de sociologia têm sido articulados com as práticas de ensino da disciplina na educação básica? Na busca de compreender como os processos de formação de professores/as potencializam a relação entre teoria e prática no trabalho docente, o locus privilegiado é o que se produz com e para estudantes de ensino médio na disciplina de sociologia. Serão bem-vindos trabalhos que abordem temas relacionados à formação inicial e continuada e à atuação de professores/as de sociologia na educação básica, sob a forma de pesquisa científica, elaboração de material didático, intervenção pedagógica, análise sobre a produção teórico-metodológica do PROFSOCIO e de outros programas de formação de professores/as, reflexões sobre a prática pedagógica do/a professor/a de sociologia na educação básica, dentre outros aspectos do processo de formação e atuação docentes

Coordenadoras/es: Angela Maria de Sousa Lima (UEL), Joannes Paulus Silva Forte (UVA-CE), Maria Valéria Barbosa (UNESP)
Este GT objetiva dar continuidade a materialização do espaço de discussão em torno da história do ensino da sociologia, fomentando novos avanços sobre o tema, abrangendo estudos sobre: a) história dos conteúdos curriculares, seus métodos e teorias; b) história dos manuais escolares produzidos por intelectuais brasileiros e das traduções dos manuais estrangeiros que circulavam no Brasil no século xx; c) disputas ideológicas em torno do ensino de sociologia; d) história das primeiras instituições escolares e docentes que ofertaram a disciplina no país; e) trajetória/biografia e pensamento de importantes docentes; f) as práticas e recursos de ensino em diferentes contextos históricos; g) história das mobilizações políticas em defesa da disciplina no ensino básico; h) história das reformas curriculares e o ensino de sociologia e; i) história da reintrodução da sociologia no ensino médio no brasil e nos estados.

Coordenadoras/es: Antonio Alberto Brunetta (UNESP), Cristiano das Neves Bodart (UFAL)
Os livros didáticos fazem parte da construção dos saberes escolares da sociologia, consolidando-se como importantes objetos de pesquisa na área, especialmente após a entrada da sociologia no programa nacional do livro didático (PNLD), em 2012. Este grupo de trabalho enfoca, portanto, os livros didáticos de sociologia, objetivando reunir pesquisadores(as), professores(as) e estudantes interessados(as) no debate acerca deste complexo artefato cultural. Considerando as diversas dimensões da produção, circulação e utilização dos livros didáticos, abre-se espaço para investigações que abordem: 1) balanços e estados da arte; 2) estudos comparativos, no contexto nacional e/ou internacional; 3) currículos e sentidos escolares da sociologia nos livros escolares; 4) atores envolvidos na produção e utilização dos livros didáticos; 5) avaliação e problematizações a partir do PNLD; 6) usos e práticas do livro didático; 7) questões metodológicas. São também bem-vindas pesquisas que envolvam livros didáticos em sentido amplo, como apostilas e manuais escolares, físicos ou eletrônicos, utilizados no/para o ensino de sociologia. Assim, pretende-se contribuir para o fortalecimento das reflexões sobre o ensino de sociologia na sua relação com os aspectos políticos, culturais, sociais, econômicos e educacionais que compreendem os livros didáticos, inclusive no debate sobre o seu futuro frente ao novo ensino médio, a BNCC e o ensino remoto.

Coordenadoras/es: Ana Martina Baron Engerroff (UFSC), Julia Polessa Maçaira (UFRJ) , Thiago Ingrassia Pereira (UFFS)
O GT “o currículo da sociologia na educação básica” terá como objetivo reunir professores da educação básica e pesquisadores vinculados a instituições de ensino brasileiras que vêm se dedicando ao estudo de questões concernentes ao currículo de sociologia na educação básica. O grupo de trabalho procurará discutir, a partir e através de múltiplos referenciais teórico-epistemológicos e metodológicos, além das diversas perspectivas escolares brasileiras, as questões concernentes ao currículo da disciplina na escola. Desde que se tornou disciplina obrigatória do ensino médio, a sociologia ampliou seu espaço nas políticas curriculares. Podemos citar a inserção da disciplina, desde 2012, no programa nacional do livro didático, no exame nacional do ensino médio, e sua presença em documentos curriculares nacionais: pcn’s, ocem e bncc, como alguns dos eventos decisivos para a consolidação da sociologia escolar. No entanto, com a aprovação da lei n. 13.415, de fevereiro de 2017, que instituiu a reforma do ensino médio e revogou a lei 11.684, abriu-se um período de inseguranças e incertezas quanto ao futuro da sociologia escolar. Este GT objetiva justamente contemplar os trabalhos que abordam a discussão sobre as políticas curriculares e seus impactos nas práticas dos docentes de sociologia, os fundamentos epistemológicos da sociologia escolar, a relação entre currículo e avaliação, currículo e livro didático, entre outras temáticas.

Coordenadoras/es: Vinicius Carvalho Lima (IFRJ), Beatriz, Bruna Lucila de Gois dos Anjos (UFRJ)
O objetivo deste GT “O ensino de sociologia e o fazer científico: a pesquisa como ferramenta didática” consiste em reunir diferentes pesquisas que apontem para o papel que a Sociologia desempenha na construção de experiências de pesquisa científica no contexto do ensino médio, suas contribuições para o ensino e aprendizagem da disciplina, bem como para a produção de saberes plurais e transdisciplinares que tangenciam a vida social. Assim, compreendemos que, a partir das reflexões geradas pela disciplina, as quais inter-relacionam as teorias que servem de base para o processo de ensino e aprendizagem nessa área do saber, há uma eminente capacidade de leitura dos estudantes sobre os mundos sociais onde esses indivíduos estão situados, e que são levados a conhecer como se constroem as dinâmicas sociais onde se inserem, as estruturas e os tipos de poder, as relações sociais que envolvem as definições de gênero, as formas de desigualdades sociais, entre outros, num contexto em que a prática da pesquisa entre estudantes do ensino médio pode ser encarada como ferramenta pedagógica valiosa para a reflexão – e produção de conhecimento – de tais temas. No GT acolhemos estudos que priorizem os temas transversais juventudes, ensino de sociologia e experiências de pesquisa/ação de modo que possamos entender como esses temas apontam para as contribuições oferecidas pela disciplina Sociologia para a produção de atividades que estimulem e produzam a pesquisa científica a partir e entre os jovens estudantes do ensino médio. Recebemos estudos de caso, relatos de experiência e pesquisas em andamento ou concluídas que possam refletir sobre os processos de pesquisa como ferramenta pedagógica para o ensino de sociologia e para a construção do conhecimento científico e que dialoguem com experiências da educação pela pesquisa (DEMO, 1998), que objetiva a obtenção do conhecimento sobre determinado fragmento do real e que leva ao desenvolvimento da criticidade do olhar e do pensar. Este grupo de trabalho procura construir uma rede de reflexões acerca das experiências de pesquisa a partir e entre estudantes do ensino médio, pensando as potencialidades desse instrumento didático no ensino de Sociologia e na formação das juventudes.

Coordenadoras/es: José Ricardo Marques Braga (UFRN), Cicera Tayane Soares da Silva (UFRN), Ricardo Cruz Macedo (UFPB)
O objetivo deste grupo de trabalho (GT) é discutir práticas e propostas inovadoras no ensino de sociologia na educação básica, a partir das metodologias ativas de aprendizagem e dos jogos didáticos. Entendemos que as metodologias ativas de aprendizagem e os jogos didáticos têm como perspectiva desenvolver a autonomia intelectual e a corresponsabilidade entre docente e estudantes no processo de ensino-aprendizagem, numa concepção diferenciada do modelo tradicional de ensino. Destacam-se entre essas metodologias, o uso da gamificação, a aprendizagem por elaboração de projetos, a sala de aula invertida, dentre outras. Nas últimas décadas, ocorreram diversas mudanças na organização escolar, motivadas pela utilização da internet e das tecnologias digitais da informação e comunicação (TDICS), alteração no perfil do(a)s estudantes que ingressam nas instituições de ensino, bem como pelas mudanças ocasionadas pela pandemia da covid-19. Tais mudanças levaram docentes e estudantes a buscarem e/ou desenvolverem novas metodologias para continuidade e ressignificando o processo de ensino/aprendizagem. Rompendo com uma metodologia tradicional de ensino, o uso das TDICS, permeia tanto as metodologias ativas como os jogos didáticos e têm atraído especial atenção de docentes e pesquisadores(as) que buscam aprimorar suas práticas em sala de aula fazendo do ensino de sociologia na educação básica um conhecimento mais dinâmico e atrativo para o(a)s estudantes.

Coordenadoras/es: Rafaela Reis Azevedo de Oliveira (UFJF), Andreia dos Santos (UFMG), Thiago de Jesus Esteves (CEFET-RJ)
O grupo de trabalho “políticas públicas e a formação docente em ciências sociais: limites e possibilidades” tem como proposta discutir, analisar e refletir sobre as políticas públicas e a formação docente em ciências sociais com inserção na educação básica, na licenciatura, na extensão e na formação contínua. Enfatiza-se alguns programas como o PIBID (programa institucional de bolsa de iniciação à docência), a residência pedagógica (RP), os pets (programa de educação tutorial) com inserção na educação básica e na licenciatura e o PROFSOCIO (mestrado profissional de sociologia em rede nacional). Esperamos receber propostas sobre esses programas e outras iniciativas de formação de professores de ciências sociais para a educação básica. Compreendemos que os estudos, relatos de experiência, pesquisas e análises sobre esses programas de formação docente estão intrinsecamente relacionadas a nova legislação do ensino médio, a base nacional comum curricular (BNCC), as políticas de contingenciamento no que se refere a educação, as restrições e ameaças a autonomia docente, dentre outras questões que impactam a formação dos futuros docentes da educação básica.

Coordenadoras/es: Marili Peres Junqueira (UFU), Rosangela Pimenta (UVA)
O grupo de trabalho propõe-se a debater as diferentes relações entre currículo e avaliação no ensino de sociologia na educação básica. Desde a volta da disciplina aos bancos escolares com a aprovação da lei nº 11.684/2008, o currículo de sociologia, produto de diferentes escolhas, significados, modulações e identidades, tem se efetivado no espaço escolar, a partir dos documentos oficiais, materiais didáticos e das aulas. A construção desse currículo foi acompanhada tanto pela elaboração de avaliações internas (trabalhos, relatórios, pesquisas, provas e demais mobilizações pedagógicas) quanto externas à escola (como ENEM e vestibulares), em um processo de retroalimentação, pois ao mesmo tempo em que o currículo influencia as avaliações, é também influenciado por elas. Com a aprovação da base nacional comum curricular (BNCC) para o ensino médio em 2018, em razão da lei nº 13.415/2017, os currículos já estão sofrendo alterações, o que, em breve, reverberará nos processos avaliativos. Nesse sentido, serão bem-vindos trabalhos a respeito do currículo de sociologia e da avaliação em variadas dimensões, tais como sobre as diretrizes curriculares estaduais (inclusive as recém-aprovadas) e os demais documentos oficiais, a BNCC, a reforma do ensino médio, os livros e materiais didáticos, os tipos de avaliação utilizados em sala de aula, o currículo da formação de professores, bem como a presença da sociologia no ENEM (questões e redação), em vestibulares e outros exames.

Coordenadoras/es: Agnes Cruz de Souza (IFSP-CAMPUS BOITUVA), Alexandre Barbosa Fraga (UFRJ)
Como você pesquisa? O objetivo deste grupo de trabalho é discutir os pressupostos teóricos e as estratégias metodológicas em pesquisas acerca do ensino de sociologia. Práticas de ensino e aprendizagem da disciplina são exploradas a partir de diferentes temáticas, tais como: história do ensino, currículo e conteúdos curriculares, experiências didáticas, materiais e livros didáticos, formação inicial e continuada de professores, perfil de estudantes e docentes, escola, juventudes, políticas educacionais, legislação, etc. Importa-nos saber quais abordagens teóricas e metodológicas têm sido usadas nesses estudos que ganharam fôlego e passaram por um novo ciclo de institucionalização a partir do ano de 2008. Como validar pesquisas nessa área? Quais técnicas e ferramentas de pesquisa estão sendo utilizadas para a produção do conhecimento acerca do ensino de sociologia? De que maneira a teoria sociológica contemporânea articula-se a essas técnicas e ferramentas de pesquisa? De que forma nos valemos de entrevistas, questionários, grupos focais, análise de documentos, histórias trajetórias de vida, etc. Para indagarmos o ensino de sociologia? Tais questões dirigem-se aos que fazem do ensino de sociologia um campo riquíssimo para o debate sociológico e educacional. São bem-vindas propostas de estudantes de licenciatura, de professores e professoras do ensino médio e superior, de cursistas de mestrado e doutorado, e de pesquisadores e pesquisadoras implicados com a temática.

Coordenadoras/es: Alexandre Jeronimo Correia Lima (UFC), Alexandre Zarias (Fundaj), Rogério Nunes da Silva (UEL)
Na última década, pudemos acompanhar longos debates sobre a precarização do ensino público e, consequentemente, as dificuldades de trabalhar em sala de aula (desde o ensino básico até o superior) questões relativas à gênero, raça e classe, por exemplo, com manifestações institucionais e/ou de familiares que performam juízos de valores acerca dos debates acadêmicos e científicos, em um óbvio ataque à liberdade de cátedra de professoras/es de Humanidades. As ideias que vinculam o ensino e debate em sala de aula acerca das categorias de articulação das diferenças sociais como parte de uma alienação coletiva orquestrada por defensoras/es de direitos humanos na tentativa de minar os ideais nacionais de família, bens e propriedade com base em projetos de doutrinação comunista/de esquerda, lutas identitárias, bandeiras partidárias, panfletárias e populistas ajudaram na conformação e disseminação de proposta legislativas nos âmbitos federais, estaduais e municipais que objetivavam a construção de uma escola sem partido. Essa reação conservadora seria alicerçada com a propagação do termo ideologia de gênero – presente no imaginário popular e conformado enquanto teoria, método e discurso – como uma forma de alertar o Estado e as famílias sobre os perigos de debater os temas de gênero, diferenças e demais categorias de articulação em salas de aulas; evidenciando que esse seria o papel das/os mães/pais e não da escola e/ou de professoras/es doutrinadoras/es. Os exemplos expostos acima servem de justificativa para a construção deste grupo de trabalho que tem como objetivo reunir trabalhos acadêmicos, científicos, artísticos e intelectuais de pessoas com inserção acadêmica (ensino médio, graduação, mestrado e doutorado), militantes e ativistas, artistas e performers, agentes educacionais e professoras/es ou qualquer pessoa que apresente proposta em diálogo com as teorias de gênero relacionadas a categorias de articulação das diferenças sociais – como raça, classe, sexualidade, etnicidade, geração, religiosidade, nacionalidade e outras. Aqui, agruparemos os resultados de pesquisa, ensino, extensão, relatos de experiência e debates construídos em sala de aula, tendo o Ensino de Sociologia (ou Ciências Sociais) como princípio fundamental na constituição dessas práticas, métodos e epistemologias. O GT agregará trabalhos desenvolvidos a partir de: 1) pesquisa de campo em sala de aula, espaços educacionais, institucionais ou não-governamentais; 2) elaboração teórica, conceitual ou revisão de literatura; 3) intervenções artísticas, educacionais ou pedagógicas que tenham a sala de aula e/ou o ensino como espaço privilegiado de ação; 4) políticas sociais, educacionais ou públicas; 5) práticas educativas organizadas em comunidades, associações, organizações ou movimentos sociais.

Coordenadoras/es:Denise Cardoso (UFPA), Mílton Ribeiro (UEPA)
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